sexta-feira, 15 de março de 2013

Aquecimento Global, efeitos no Brasil e no mundo

Bom dia a tod@s,
nossa atividade essa semana consiste em uma produção textual, em que você a partir da leitura de sites pré selecionados e de leitura de vídeos, vai produzir um texto explicando no que consiste o Aquecimento global e quais as implicações desse processo para a distribuição geográfica das pessoas no globo, na economia e produção de alimentos no Brasil e no globo. Observe as regras de produção abaixo, para onde seu texto deve ser enviado e os links para a pesquisa.
  • Seu texto deve ter um título;
  • Deve ter de 15 a 25 linhas;
  • Ter pelo menos quatro parágrafos os quais serão usados para introdução, desenvolvimento do tema e conclusão.
  • Enviar para o meu email: tanianugoli@gmail.com
Textos para pesquisa:
http://www.iniciativaverde.org.br/__novosite/
http://www.ipam.org.br/abc/mudancas?page=1

Vídeos:
http://videoseducacionais.cptec.inpe.br/swf/mud_clima/11_impactos_no_brasil_e_no_mundo/11_impactos_no_brasil_e_no_mundo.swf
http://videoseducacionais.cptec.inpe.br/swf/mud_clima/12_conclusoes_o_futur/12_conclusoes_o_futuro.swf

Espero que todos realizem um bom trabalho a data de entrega é dia: 26 de Março de 2013, lembrando que é via email, até as 23h55min.

sábado, 24 de novembro de 2012

E por que, professora a senhora é a favor das cotas?


 

Sou branquinha de olho claro, na minha árvore genealógica, só europeus, meus pais são filhos de imigrantes europeus, trabalharam bastante. Nasci no início da década de 80 e por uma longa história que dava pra escrever um livro, até os meus 18 ou 19 anos estava longe de fazer parte da classe média, inclusive já trabalhei como faxineira. Estudei toda minha vida em escolas públicas, boas ou não. Fiz meu primeiro curso universitário também em uma Universidade Pública uma pós-graduação, e hoje continua usufruindo desde bem público na minha segunda graduação. Não me lembro de nenhum momento ter sido discriminada na escola por ser de classe baixa, me lembro de sim de ter sido chamada em vários momentos para representar a escola: "afinal, olha que fofinha ela é rosadinha e esses olhos claros, lindos". Todas as minhas entrevistas de trabalho até hoje foram bem sucedidas, perdi um emprego uma vez, por ter cara de criança mais isso não foi de tanto ofensivo. E por que eu estou contanto tudo isso só para responder se sou a favor de cotas ou não. Estou contando tudo isso para dizer que nessa trajetória, sempre tive um negro ao meu lado o Luis, negão, que aos dois anos de idade foi posto de lado pelo simples fato, ele era negro. Luis fez parte da minha infância e ao contrario de mim que era “ bonitinha, rosadinha e de olhos claros”,  Luis era deixado de lado, muitas vezes ele nem era visto, ignorado mesmo, como muitos. Uma vez chamaram a policia, porque tinha um negro com uma menina branquinha de olhos claros, Luis chorou, eu chorei junto com ele. Um dia alguém falou: “esse menino é bom pena que é negro, nem vai longe” – Luis não ouviu. Mais eu ouvi e me revoltei, por que ele não iria longe se era uma das pessoas mais brilhantes que já conheci? Luis cresceu, eu cresci, Luis foi embora tinha um tio que era médico e resolveu financiar seus estudos, Luis entrou na Universidade Publica, fez mestrado, doutorado, e hoje mora na Europa, aquele lugar de onde os meus avós vieram, Luis ganha bem, tem casas, tem uma vida feliz e ele é respeitado, um grande profissional e ai alguém vai dizer, viu Luis não precisou de cotas para ser o que é, assim como vem falando do Ministro Joaquim Barbosa e é nesse momento que vem a minha indignação, quantos Joaquim e Luis existem no Brasil, considerando que 50% da população brasileira são de Pretos e Pardos? E a nossa história parece que as pessoas esquecem, bem elas esquecem. Até 1888 esses negros que ajudaram na formação social brasileira eram mantidos como propriedade, você consegue se imaginar nessa situação sendo propriedade de alguém? E sabe quantos anos faz que ocorreu  a dita libertação 124 anos, e você acha que isso é tempo para reparar todos os erros que foram feitos. Leia nossos livros de história e digam onde estão os negros neles?  Dai século XXI um negro se torna presidente do Supremo e vocês acham que nossos problemas estão todos resolvidos. Sim lindo mérito e horas para o senhor Joaquim, mérito e horas para o Luis também, que esta indo conhecer Bali. Mais e dai e os anônimos que são vilipendiados incompreendidos e descartados? Vamos continuar dizendo, “não cota é mais um processo de discriminação”, não é não é uma medida que tem que ser feita nesse país que foi muito mal construído sociamente, deixando de lado que realmente usou seu suor e sangue para fazê-lo uma nação. Hoje mesmo discutíamos o papel do senhor DEZIDÉRIO FELIPPE DE OLIVEIRA (“Após 1888, com a libertação dos escravos, vários ex-escravos saíram de suas regiões de origem e migraram para Maracaju, principalmente ex-escravos vindos de Uberaba, como foi o caso de Dezidério Felippe de Oliveira.”/ Carlos Alexandre 2010, P.174), quem é de Dourados, provavelmente nunca ouviu falar desse senhor, mais ele ajudou no processo de formação da minha cidade e foi deixado de lado nos livros de história. E assim fizemos, com Luis e Joaquim, apenas enaltecemos o que a nossa cultura eurocêntrica acha importante e vamos formando um país de hipócritas que são incapazes de conhecer quem foram às personagens de sua própria história de formação. È mais fácil contestar o regime de cotas, a revista Veja o faz, tem uma fonte a quem recorrer, mais e ai, vamos continuar aumentando o nosso PIB as custa dessa mão de obra e continuar sendo apontado como o país das desigualdades? Precisamos de medidas compensatórias sim, precisamos que todos, diferentes, iguais, roxos de bolinhas amarelinhas, tenham a mesma chance e por enquanto esse país não proporciona as mesmas chances para todos, estamos muito aquém disso. E as cotas são sim e vão continuar sendo um caminho para isso, tornar o Brasil um país para todos, porque até hoje isso não ocorreu. Espero que venham grande profissionais, que nossa justiça e saúde sejam mais humanas. Enfim sou a favor das cotas, hoje amanhã e sempre e serei sua defensora, mesmo sendo branquinha eu tenho sim muito haver com isso. Espero ter respondido, e espero que vocês tirem algo de positivo e não venham somente me perguntar quem é o Luis!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Senhor Deputado Picarelli,

Fico bastante indignada com certas informações que escuto em seu programa, na mídia em geral e até mesmo por alguns superiores que me cabem nesse momento. Estou CANSADA de ser elencada como um problema para a formação de jovens, vou explica-te, sou professora a mais de 10 anos, escolhi ser professora e acredito na educação. Quando comecei tinha problemas com indisciplina, falta de tarefas e outros problemas do cotidiano escolar o que eu não tinha era falta de EDUCAÇÃO, os pais ensinavam que na escola os filhos deviam respeito a nós professores e éramos vistos como alguém que podia fazer alguma coisa para eles, hoje além dos problemas cotidianos temos que lidar com a falta de educação, o descaso, o destrato, o desrespeito, a apatia e a ignorância de quem diz que professores e que ensinam os alunos a dançarem FUNK ou a fazerem sexo quando matam aula. Eu e os meus colegas de trabalho temos que ensinar um currículo extenso, também ensinamos eles a falarem bom dia e boa tarde, a terem higiene, a terem respeito, coisas que nós aprendíamos EM CASA E NÃO NA ESCOLA. Eu te pergunto onde estão os pais? Onde estão as famílias? FAÇA UMA LEI que obrigue essas famílias a educarem SEUS FILHOS. Cansei de ser vilipendiada incompreendida e descartada, não sou psicóloga, muito menos assistente social (respeito muito essas profissões), mais estudei para ser professora quero ensinar não educar. Isso é papel da família. Por favor, seja mais coerente com suas falas pense no quanto de indisciplina que aquele professor enfrentou até chegar naquela postura, vá para a sala de aula, veja nossa realidade.

Sem mais obrigada Tania Nugoli

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Diálogos Contemporâneos... com quem?

Olá pessoas,
essa semana foi aberto em Campo Grande um projeto denominado:Diálogos Contemporâneos, realizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande por meio da Fundação Municipal de Cultura e em parceria com a Câmara Municipal de Campo Grande. Li em jornais, sites e até mesmo no site da prefeitura que um dos objetivos é o fortalecimento da cultura de Campo Grande. O que venho questionar aqui é o valor eletista deste tipo de projeto, afinal será que seu João que tem 5 filhos, trabalha de ajudante de pedreiro, Mora no Los Angeles estava presente na Câmara Municipal para ouvir o ministro? E estará presente nas proximas edições? Ou o valor maior para atingir essa população seria as oficinas que acontecem nos bairros para que o filho do seu João deixe de ficar na rua e aprenda as duras penas o que essa vida tem a oferecer.
Não discuto a presença do ministro, discuto a necessidade de criar-se um projeto, gastar dinheiro público com isso, para ouvir o cara falar de coisas que deverião ser ditas e especificadas sem a necessidade deuma vida molumental custiada por nos simples mortais.
Que a cultura seja olhada e pensada para quem precisa ser atingido por ela, os vários habitantes dos bairros distantes da nossa Nata social que precisam ser envolvidos no embrião cultural. não a elite... Tomem como exemplos projetos que envolvam essas comunidades carentes o Nós do Morro é um grande exemplo (O Nós do Morro foi fundado em 1986, com o objetivo de criar acesso à arte e à cultura para as crianças, jovens e adultos do Morro do Vidigal. Hoje, o projeto se consolidou e oferece cursos de formação nas áreas de teatro (atores e técnicos) e cinema (roteiristas, diretores e técnicos), abrindo e ampliando os horizontes para um sem-número de crianças, jovens e adultos moradores, ou não, do Vidigal). Partir de ações na casa do problema e ir em frente sem paternalismo sem politicagem suja.
Espero que esses diálogos sirvam pelo menos para aglutinar pessoas, o que não foi visto na segunda feira, pois a camara municipal não lotou, o que é uma pena. Acordem façam a cultura de Campo Grande valer com ações nos bairros, na cidade onde ela verdadeiramente acontece.

sábado, 15 de novembro de 2008

E de quem é a cultura?

As articulações políticas em Mato Grosso do Sul, sempre me pareceram “conchavos de vizinhas”. Durante anos fomos governados pela mesma “prole”, agora depois das mudanças acontecidas nos primeiros anos desse século, tudo parece encaminhar-se para uma nova construção. O Estado tem seu nome fortalecido perante o cenário nacional e também estamos conseguindo compor nossa identidade territorial.
Campo grande não se distância desse cenário, principalmente no que se diz respeito à cultura, pois tem ocorrido durante alguns anos um processo de formação cultural, com: oficinas, livros, revistas, educação patrimonial, exposição de artes, artesanato, shows e outros. A figura que tem emplacado esses eventos é a FUNDAC (Fundação Municipal de Cultura), Convidando a comunidade a questionar-se e a buscar a sua formação cultural, estabelecendo e fundamentando suas raízes, seja qual for a sua origem, pois afinal o que nos congrega é a grande miscelânea cultural da qual fomos formados.
Porém essa breve reflexão não se diz respeito à identidade, cultura e sociedade. É sim um ponto de interrogação para alguns conchavos políticos que vem ocorrendo nessa honrosa cidade logo após as eleições municipais. Principalmente aos que tratam de cultura.
Acredito em somas políticas e além de tudo levo muito a sério o que é chamado de coligações, afinal uma ”andorinha só não faz verão.” O que vem acontecendo no último mês vai além desse processo, um grupo que durante oito anos viveu à custa de um governo intitulado de esquerda, uniu-se para atacar um trabalho sério e competente, realizado por técnicos, que trabalham com o coração e a alma porque acima de tudo acreditam naquilo que fazem.
Esse grupo denominado por muitos leigos como os: ”pais da Cultura sul-mato-grossense” e na verdade fazem uma produção dita: cultural, aqui e ali divulgam em nossa cidade, mais vivem mesmo em seus belos apartamentos da “Avenida Paulista” ou em casa em bairros nobres, bem longe do povo, não reconhecem a cultura local, ou melhor, a cultura do povo que vive aqui, que mora nos bairros, e que todos os dias reproduzem atos e fatos que se estabeleceram durante anos e que ajudam à forma nosso DNA cultural.
Esse grupo articula-se na sombra, toma-se de táticas ditas socialistas como abaixo-assinado, para elevarem uma vontade que é de poucos e por quê? Talvez por pensarem em encherem seus bolsos nos quatro anos decorrentes.
Espero que nosso administrador fique longe desse tipo de articulação e continue fazendo seu excelente trabalho na formação cultural com seus técnicos, que realmente sabem o que estão fazendo.
E se acaso perguntarem que eu sou. Apenas o povo, na figura de uma professora, que trabalha de sol a sol, com a comunidade que mais precisa ter acesso a cultura, para o seu fortalecimento intelectual e de auto-estima, a comunidade carente de nossa cidade.