As articulações políticas em Mato Grosso do Sul, sempre me pareceram “conchavos de vizinhas”. Durante anos fomos governados pela mesma “prole”, agora depois das mudanças acontecidas nos primeiros anos desse século, tudo parece encaminhar-se para uma nova construção. O Estado tem seu nome fortalecido perante o cenário nacional e também estamos conseguindo compor nossa identidade territorial.
Campo grande não se distância desse cenário, principalmente no que se diz respeito à cultura, pois tem ocorrido durante alguns anos um processo de formação cultural, com: oficinas, livros, revistas, educação patrimonial, exposição de artes, artesanato, shows e outros. A figura que tem emplacado esses eventos é a FUNDAC (Fundação Municipal de Cultura), Convidando a comunidade a questionar-se e a buscar a sua formação cultural, estabelecendo e fundamentando suas raízes, seja qual for a sua origem, pois afinal o que nos congrega é a grande miscelânea cultural da qual fomos formados.
Porém essa breve reflexão não se diz respeito à identidade, cultura e sociedade. É sim um ponto de interrogação para alguns conchavos políticos que vem ocorrendo nessa honrosa cidade logo após as eleições municipais. Principalmente aos que tratam de cultura.
Acredito em somas políticas e além de tudo levo muito a sério o que é chamado de coligações, afinal uma ”andorinha só não faz verão.” O que vem acontecendo no último mês vai além desse processo, um grupo que durante oito anos viveu à custa de um governo intitulado de esquerda, uniu-se para atacar um trabalho sério e competente, realizado por técnicos, que trabalham com o coração e a alma porque acima de tudo acreditam naquilo que fazem.
Esse grupo denominado por muitos leigos como os: ”pais da Cultura sul-mato-grossense” e na verdade fazem uma produção dita: cultural, aqui e ali divulgam em nossa cidade, mais vivem mesmo em seus belos apartamentos da “Avenida Paulista” ou em casa em bairros nobres, bem longe do povo, não reconhecem a cultura local, ou melhor, a cultura do povo que vive aqui, que mora nos bairros, e que todos os dias reproduzem atos e fatos que se estabeleceram durante anos e que ajudam à forma nosso DNA cultural.
Esse grupo articula-se na sombra, toma-se de táticas ditas socialistas como abaixo-assinado, para elevarem uma vontade que é de poucos e por quê? Talvez por pensarem em encherem seus bolsos nos quatro anos decorrentes.
Espero que nosso administrador fique longe desse tipo de articulação e continue fazendo seu excelente trabalho na formação cultural com seus técnicos, que realmente sabem o que estão fazendo.
E se acaso perguntarem que eu sou. Apenas o povo, na figura de uma professora, que trabalha de sol a sol, com a comunidade que mais precisa ter acesso a cultura, para o seu fortalecimento intelectual e de auto-estima, a comunidade carente de nossa cidade.
2 comentários:
eu acho que vc deveria publicar isso na maior quantidade de jornais possíveis...
Só uma dica (rs)
Sou suspeito para falar, mas concordo em grau, gênero e número.
Bjos.
Sérgio
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