quarta-feira, 29 de abril de 2009

Diálogos Contemporâneos... com quem?

Olá pessoas,
essa semana foi aberto em Campo Grande um projeto denominado:Diálogos Contemporâneos, realizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande por meio da Fundação Municipal de Cultura e em parceria com a Câmara Municipal de Campo Grande. Li em jornais, sites e até mesmo no site da prefeitura que um dos objetivos é o fortalecimento da cultura de Campo Grande. O que venho questionar aqui é o valor eletista deste tipo de projeto, afinal será que seu João que tem 5 filhos, trabalha de ajudante de pedreiro, Mora no Los Angeles estava presente na Câmara Municipal para ouvir o ministro? E estará presente nas proximas edições? Ou o valor maior para atingir essa população seria as oficinas que acontecem nos bairros para que o filho do seu João deixe de ficar na rua e aprenda as duras penas o que essa vida tem a oferecer.
Não discuto a presença do ministro, discuto a necessidade de criar-se um projeto, gastar dinheiro público com isso, para ouvir o cara falar de coisas que deverião ser ditas e especificadas sem a necessidade deuma vida molumental custiada por nos simples mortais.
Que a cultura seja olhada e pensada para quem precisa ser atingido por ela, os vários habitantes dos bairros distantes da nossa Nata social que precisam ser envolvidos no embrião cultural. não a elite... Tomem como exemplos projetos que envolvam essas comunidades carentes o Nós do Morro é um grande exemplo (O Nós do Morro foi fundado em 1986, com o objetivo de criar acesso à arte e à cultura para as crianças, jovens e adultos do Morro do Vidigal. Hoje, o projeto se consolidou e oferece cursos de formação nas áreas de teatro (atores e técnicos) e cinema (roteiristas, diretores e técnicos), abrindo e ampliando os horizontes para um sem-número de crianças, jovens e adultos moradores, ou não, do Vidigal). Partir de ações na casa do problema e ir em frente sem paternalismo sem politicagem suja.
Espero que esses diálogos sirvam pelo menos para aglutinar pessoas, o que não foi visto na segunda feira, pois a camara municipal não lotou, o que é uma pena. Acordem façam a cultura de Campo Grande valer com ações nos bairros, na cidade onde ela verdadeiramente acontece.

4 comentários:

Unknown disse...

Realmente discutível a acessibilidade desse projeto...

Anônimo disse...

Professora.

A senhora tem razão: embora podendo contar com o incentivo do Poder Público (principalmente quanto a locais para eventos), a Cultura não nasce de cima para baixo, isto é, não é uma dádiva das "otoridades"...

Mas para fazer teatro, por exemplo, um grupo não pode começar do zero, ou seja, só da sua experiência pessoal. Precisa começar... repetindo trabalhos anteriores, feitos por grupos mais experientes (uma criancinha não inventa palavras; usa as já consagradas na sua família). Não seria interessante a professora montar uma peça teatral consagrada, e depois dessa, outras, para a garotada entender o "mecanismo" do Teatro? E outra: muitas vezes conseguimos expressar o que sentimos através do trabalho de outras pessoas, que passaram por dificuldades parecidas...

Unknown disse...

Oi Professora ...
Um abraço....
Dantas...
visite o blog:http://saotantashistorias.blogspot.com/

Dantas disse...

O professora responde ai...